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Ervas aromáticas que trazem sabor e saúde às suas refeições

Ervas aromáticas que trazem sabor e saúde às suas refeições

Secas ou frescas as ervas aromáticas podem adicionar cor, sabor e nutrientes aos seus pratos e saladas, alem disso suas refeições podem ficar ainda mais saudáveis…

A ervas aromáticas que podem ser um fabuloso acrescento à comida ajuda a dar-lhe sabor, reduz a necessidade de adicionar sal e ainda traz mais saúde para o seu prato. E são muitas as ervas aromáticas que pode usar, conheça aqui algumas delas.


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Ervas aromáticas que trazem sabor e saúde às suas refeições

Uma quantidade pequena destas ervas aromáticas fornece aroma e um sabor muito interessante, que permite reduzir ou não utilizar o sal, o que traz um ganho de saúde muito importante. O sabor é bom, o cheiro é agradável e o sal pode ser reduzido sem comprometer a qualidade de um prato e refeição. Mas é importante fazer um esclarecimento quanto às suas propriedades.

Hortelã: A hortelã cresce na região mediterrânea e cheira e sabe a mentol. Fica bem em tisana, limonada, carne de carneiro, peixe, sopas, saladas, ervilhas e sobremesas. Cem gramas têm 44 calorias, sendo que a porção caseira é de um ramo ou uma folha, que têm cerca de 1,29 e 0,18 gramas, respetivamente. É rico em vitamina A, potássio, cálcio, folatos e fibra.

Cebolinho: Tem origem sul-americana e norte-americana e a sua colheita decorre em setembro. Esta erva aromática com folhas estreita pode consumir-se fresca ou seca e é um bom acompanhamento para limonadas, molhos, ovos, peixe, saladas e sopas. Uma folha, a medida caseira, tem cerca de 0,26 gramas. Cem gramas fornecem cerca de 30 calorias, ricas em vitamina A, C, potássio, cálcio, fósforo.

Tomilho: Perfeito para dar sabor a carne e peixe assados, é também tipicamente mediterrânea. Existe uma segunda versão desta aromatizada: o tomilho-limão, que se distingue pelo sabor mais cítrico. Cem gramas têm 101 calorias, que têm vitamina A, C, potássio, cálcio e fósforo. Consumir esta erva pode ser uma ajuda a proteger o seu corpo de resfriados, alem disso o manganês que contém também contribui de forma positiva para a função cerebral, densidade óssea, pele e formação de cartilagem.

Salsa: Esta aromática é tipicamente europeia, sobretudo dos países do mediterrâneo, sendo muito consumida no norte de Portugal. Fica bem com carne, peixe, ovos, queijo, saladas, massas e até arroz. Cem gramas têm apenas 20 calorias, que contêm vitamina C, A, K, cálcio, folatos e fósforo. Com apenas duas colheres de sopa de salsa fresca consegue obter 150% da dose diária recomendada de vitamina K, essencial para a coagulação do sangue, formação óssea e função hepática.

Orégãos: Esta erva aromática não escapa a nenhuma cozinha. Os orégãos, que podem ser consumidos secos ou frescos, são tipicamente mediterrâneos e podem ser combinados com carne, peixe, massas, saladas, queijo e tomate. Cem gramas têm 265 calorias. Uma colher de sopa terá 1,2 gramas. São ricos em fibra, cálcio, potássio, vitamina A e folatos. Os orégãos têm em médias 20 vezes mais antioxidantes do que as outras ervas aromáticas.

Alecrim: Estas folhas verdes com um sabor e cheiro tão característicos têm origem mediterrânea. O alecrim deve ser consumido fresco em pratos como carne de porco, de borrego, em massas, queijo, sopas, batata doce, saladas e ainda em infusões. Tem 31 calorias por cem gramas (uma medida caseira, ou seja, um ramo, tem cerca de 1,1 gramas) e é rico em vitamina C, potássio, cálcio, fósforo e zinco. Quando exposta a chama quente, como acontece nos churrascos, as carnes podem formar aminas heterocíclicas (AH), compostos cancerígenos. O alecrim ajuda a reduzir a formação destes compostos em cerca de 70%.

Coentros: Os coentros são digestivos, anti-séticos e calmantes. O coentro tem quatro vezes mais caroteno e três vezes mais cálcio do que a salsa. Tem ainda proteínas, sais minerais, vitamina B e niacina. As folhas são muito ricas em ferro e vitamina C. A tisana das folhas combate ainda a fadiga e alguns tipos de enxaquecas. Esta planta alivia ainda as dores de estômago em caso de digestões difíceis, vómitos e flatulência, estimulando o apetite e ajudando a secreção gástricos e intestinais.

Manjericão: Folhas de textura suave, com um sabor muito característico nasce na Europa do Sul, Ásia e norte de África e é muito utilizado em limonadas, molhos, pratos de massa, cozinhados com tomate, peixe, sopas, saladas e até sobremesas. Rico em potássio, cálcio, folatos, fósforo e fibra, 100 gramas de manjericão têm apenas 23 calorias.

Louro: Folha verde escura, que cresce na zona do mediterrâneo, adiciona-se a carnes, peixe, ficando também bem em estufados, caldeiradas ou pratos de feijão. É a aromática mais calórica, uma vez que cem gramas têm um valor energético de 313. Mas a medida caseira que se utiliza num cozinhado costuma ser de uma folha que tem 0,25 gramas. É uma planta rica em fibra, vitaminas A e C, cálcio e potássio.

Salicórnia: Em Portugal, cresce nas regiões da ria de Aveiro, na Ria Formosa e outras zonas do Algarve, não é uma erva aromática. Designada como o “sal verde”, é uma planta que cresce em locais com alto teor de sódio, que absorve, pois precisa dele para se desenvolver. Sendo rica em ácidos gordos polinsaturados, fibras e minerais, é importante que o seu consumo seja moderado. Ao contrário do sal, que tem 40 mil miligramas de sódio por cem gramas, a mesma quantidade de salicórnia tem 1393 miligramas de sódio. No estado em pó, este valor sobe para 9200 miligramas, pode ser adicionada a saladas frescas e pratos de peixe ou marisco.

Faça experiências de acordo com o seu gosto pessoal, mas tenha atenção quando usar ervas de paladares fortes, tais como o alecrim ou a salva, já que o seu sabor facilmente poderá tornar-se excessivo. Algumas destas ervas aromáticas podem ser compradas, mas também podem ser cultivadas, recorrendo a vasos pode perfeitamente ter os temperos mais comuns em sua casa.